
Crianças perseguiam sombras pelas vielas; vendedores ambulantes chacoalhavam tambores sob os beirais. Carregadores cortavam a multidão com o vento a favor, enquanto criados ociosos encostavam-se nas árvores, roubando momentos de lazer. Talvez esta cidade realmente tivesse existido. Talvez um dia tenha existido um viajante, envolto em névoa e chuva, caminhando sem pressa pelas longas ruas, reunindo as inúmeras cenas da vida fugaz em um único canto do tempo.